terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Minha vida pro futuro....



Se eu pudesse viver minha vida novamente seriam apenas 27 anos e eu faria tudo do mesmo jeito. Então, vamos falar do futuro...

Como eu tenho a vida inteira pela frente, sei, desde já, que cometer erros é bom, além de muito engraçado. Não vou nem tentar chegar perto de ser perfeito. Relaxar mais, só se virar uma planta.

Riscos? Viver é um risco. Viajar é sempre um risco e eu adoro. Já contemplo entardeceres, já subo muitas montanhas e já nado muitos rios, para o desespero, por exemplo, da minha mãe.

Eu sou, sim, uma dessas pessoas que vivem sensata e produtivamente (além de “profunda” e “prolificamente”, porque o meu idioma é muito rico e os tradutores se lambuzam) cada minuto da vida. Isso é ótimo porque me sobra mais tempo para ser produtivo. E, assim, tenho meus momentos de alegrias, que são todos eles.

Como eu tenho a vida inteira pela frente, trato, desde já, de só ter bons momentos, pois aprendi cedo, na vida e na poesia, que a vida é feita só de momentos e perder o agora é coisa que não pretendo fazer.

Desde já, dou muitas voltas na minha rua, às vezes de bicicleta, às vezes a pé, e cumprimento as pessoas que não conheço; contemplo muitos amanheceres maravilhosos onde quer que eu esteja e brinco com as crianças, sendo uma delas eu mesmo.

Como eu tenho 27 anos e a vida inteira pela frente, quando, lá na frente, tiver 87 anos e não souber se estarei morrendo ou se deverei colher mais margaridas, não ficarei me lamentando pelas coisas não realizadas, porque as terei realizado todas. Não lamentarei a falta de qualquer Dom, não lamentarei Nadinha de nada. Só lamentarei se alguém atribuir a mim um poema pessimista. Aí, sim, lamentarei. Mas lamentarei por ele, não por mim...

E como eu tenho ainda a vida inteira pela frente, peço que me dêem licença que eu vou viver mais um pouco agora.

sábado, 23 de janeiro de 2010

MEU LADO NEGRO DA FORÇA - BISCOITO GRATIS!



Hoje estou no lado negro da força!

Dormi mal e acordei pior ainda.

E tudo começou ontem a noite, pelas 21h, quando minha TV resolveu pifar instantaneamente na hora do programa que eu mais gosto de assistir... Pior que ela parecia que tava fazendo pirraça. Ficou emitindo sinais de que logo se desmantelaria. Aos poucos, ia tremendo a imagem, desfocando tudo. E de repente a treva, a escuridão. Enfim, o lado negro da força se fez presente!

Pra compensar, fui pra internet, sem saco, sem sono, sem vontade de papear. Mas tendo que o fazer para não me entediar ainda mais. Depois da uma da manhã fui tentar dormir e o calor tava me fazendo suar biqueiras... Banho, roupa limpa, e circulador de ar ao máximo par poder conseguir pregar o olho.

Acordei as 9 e 30 e pra completar o sol já estava fervendo até os alicerces do prédio. Um calor insuportável. Até parece que desgraça pouca é brincadeira, e nunca ela vem por unidade. Espero, pelo menos, que passe logo. Porque eu não quero assumir meu lado negro desta força para não piorar a situação.


De todo modo, não poderia perder a oportunidade de uma piada:

VENHA PRO LADO NEGRO DA FORÇA – E GANHE UM BISCOITO GRÁTIS.




Por isso estou aqui tomando suquinho de maracujá – com muito gelo, mais muito gelo mesmo -, pra esfriar a cuca e espantar o calor.

Já ganhei meu biscoito. Mas com meu suquinho ele não entala. E vou ficando pro aqui porquejá to com vontade de mandar o mundo ir se fuder!!!!!!!!!!!!!!!

Quer biscoito?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Séduis-moi!


Séduis-moi!
Sans réfléchir,
Sans indécisions et sans peur.
Apporte-moi des fleurs,
Offre-moi des étoiles
Que tu cueilliras spécialement pour moi!

Séduis-moi!
Cours le monde,
Invente une chanson,
Écris-moi des verses
Qui parlent de passion.
Rigole avec moi,
Fais-moi rire,
Touche-moi sans me toucher.

Surprends-moi,
Prends-moi!!!
Parle-moi de toi,
De ta vie.
Regarde-moi dans les yeux
Fais-moi sentir
Un être spécial.

Séduis-moi!
Parle-moi d'amour
Et de paradis.
Viens avec des baisers,
Des bougies et du vin rouge,
Si nécessaire...
Prends-moi dans tes bras
Et je te le jure
Que si tu viens ainsi
Je ne saurai pas te résister...

QUE...



... TEU CORPO SEJA A CASA
DO MEU CORPO QUE É a BRASA.
E QUE JUNTOS SEJAMOS CONSUMIDOS PELO FOGO.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A origem do Amor



Quando a Terra ainda era reta E nuvens feitas de fogo E montanhas iam até o céu, Às vezes além... Povos vagavam a Terra como grandes barris rolantes. Eles tinham dois pares de braços, Eles tinham dois pares de pernas. Eles tinham dois rostos saindo de uma cabeça gigante. Então eles podiam ver tudo envolta deles Como falavam; enquanto liam E eles não sabiam nada de amor. Isso foi antes da origem do amor. A Origem do Amor

E eram três sexos então: Um que parecia como dois homens, Grudados pelas costas, Chamados de filhos do sol; E em similar forma e cinturão. Eram os filhos da Terra, Eles pareciam duas garotas enroladas em uma; E os filhos da lua, Eram como um garfo impulsionado em uma colher, Eles eram parte Sol, parte Terra, parte filha, parte filho. A Origem do Amor

Agora os deuses ficaram um pouco assustados Com nossa força e intimidação.
E Thor disse "Eu vou matar todos com meu martelo Como matei os gigantes".
E Zeus disse "Não, É melhor deixar-me usar meus raios como tesouras, Como cortei as pernas das baleias, E dinossauros em lagartos". Então ele pegou alguns parafusos E deixou escapar uma risada. Disse "Eu os dividirei bem ao meio. Vou cortá-los bem na metade". E nuvens de tempestade se juntaram acima Em grandes bolas de fogo.

E o fogo caiu do céu em bolas Como lâminas lustradas de uma faca. E rasgaram direto pela carne Dos filhos do Sol e da Lua e da Terra. E algum deus hindu costurou o ferimento Em um buraco (o umbigo). Colocou isso em nossas barrigas Para lembrar do preço que pagamos. E Osiris e os deuses do Nilo Fizeram uma grande tempestade Para soprar um furação Para nos separar Sob a chuva E um mar revolto Para nos levar para longe. E se não nos comportamos Vão nos cortar de novo E iremos andar sobre um pé E olhar por um olho.

A última vez em que lhe vi Nós tinhamos acabado de nos separar Você estava olhando para mim E eu para você Você tinha um jeito tão familiar Mas eu não pude reconhecer Porque tinha sangue em seu rosto E eu nos meus olhos Mas poderia jurar pela sua expressão Que a dor em sua alma Era a mesma que a da minha É a dor Que corta uma linha pelo coração Nós chamamos de amor Então nos envolvemos nos braços um do outro Tentando juntar nossas almas de volta Nós estávamos fazendo amor, Fazendo amor, Foi a fria e sombria noite há muito tempo atrás Quando pela força da mão de Javé (zeus) Essa foi a triste história de como viramos Solitárias criaturas bípedes É a história A Origem do Amor .

Essa é a origem do amor

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rifando...


Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

Clarice Lispector

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AUTOPSICOGRAFIA



O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.