quarta-feira, 1 de abril de 2009

Em busca da perfeição - plástica pra que?


Em tempos onde a plástica é uma coisa quase que normal, seria interessante se houve uma forma mais prática de escolher a cada dia um rosto novo para usar. Isso seria perfeito.
No trabalho sempre sorrindo e mostrando alegria em qualquer lugar, sem precisar fazer ginástica facial par isso.
Outro dia, numa hora chateada, se usará um rosto bravo para bronquear com alguém
Outra hora se usaria o rosto que boceja para mandar os chatos irem embora.
Na hora das reuniões imensamente chatas ou de ouvir desaforos de sujeitos “perfeito” se usaria o rosto normal.Seria tudo ótimo!
Mas, olhe bem: NÃO HÁ ROSTO TRISTE. Isso porque por dentro, já estaríamos assim. Talvez não houvesse graça se todos fossem iguais na plástica. Mas seria perfeito poder escolher o rosto exterior e o rosto da alma.

Um coelho da Páscoa diferente: Vida Animal - Ou, Vida pro Animal?

A páscoa está aí. E pra variar, a maioria das pessoas a identifica pelo seus símbolos muito mais do qu e pelo seus real significado religioso. E pra não sair desta tradição mercadológica cosmopolita resolvi apresentar um coelho da páscoa estilizado. veja:



Chocado?
Por que o espanto?
Feche a boca logo. Porque é isso mesmo que você está vendo, e isso ocorre todos os dias. E não ocorre somente com os coelhinhos desavisados, mas com vários outros pobres animais distraídos (ou burros). Até mesmo com animais de grande porte como bois, que já passaram por esta situação.
Sim, é realmente inacreditável, porém real. Isso é um retrato nu e cru da vida animal, onde para sobreviver um ser se alimenta do outro – aplicam o uso da força e da dominação – e com isso perpetuam sua espécie. A diferença na refeição é só o modo de vista (e , com certeza no gosto).
Só para justificar alguns possíveis comentários que possam surgir, infelizmente isso não se trata de uma foto-montagem , mas sim de um clique de algum fotografo antenado com os detalhes da vida real!
Óbvio que quem tirou a foto não pensou em deixá-la estagnada como papel de parede no Desktop do computador caseiro. Mas, com certeza, queria aumentar a visão das pessoas para a forma de funcionamento do mundo ANIMAL.
Aí eu pergunto: Quem come o homem?
E eu mesmo respondo: O próprio Homem. (Rsrsrsrsrrsrs Sei que isso pode levar pelo lado sexual também, mas o homem é o pior predador da própria espécie.)

by Reubens

Coragem X Ousadia


Ter coragem não é tão difícil, mas vendo este gatinho, me senti fraco!
È vendo coisas assim que se percebe que a coragem não é para muitos. No entanto esta foto trata da importância da ousadia na vida das pessoas. Imaginem: isso não foi uma boa idéia: o gatinho passando na frente destes cães enormes, mesmo que correndo.
Por isso, aí vai uma pérola: nunca passe correndo na frente de um cão - só mesmo se ele for lerdo (como estes da imagem acima), mas seja ousado!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Aymeric e sua levitação divina...

Corpos em suspensão... Coisas levitando... mundo surreal... São palavras chaves para o mundo no olhar do fotografo Francês Aymeric Giraudel.
O conheci por acaso passando links pela internet. E fiquei apaixonado pelas suas obras porque ele vê as coisas como eu também as posso ver...
Aymeric busca numa plástica quase divina, traços divinos em pessoas normais; mostrando a sua experiência com o uso das sombras para que a luz encha de profundidade cada corpo deixando-o como se fosse uma pintura...pura ilusão...
O contraste da leveza com a firmeza dos corpos assombra!
Aymeric é meticuloso quando cria seu mundo!
Pensa cuidadosamente em cada detalhe. E tudo aparece ser explodido aos olhos.
Maravilhosamente lindo!
A levitação dos modelos e o uso da luz podem ser as principais características do trabalho deste artista/fotografo. Sempre cheias de simbologia e misticismo as obras com sua luz sempre tentam chegar ao céus para alcançar a alma.
Aymeric Giraudel é um fotógrafo que eu realmente gosto muito. E isso se deve por um único fator: Existe uma espécie de magia que sai de cada uma das suas fotografias, uma infinidade para surrealismo, uma quase realidade muito perto da verdade.
www.aymericgiraudel.com se quiser ver mais sobre esta talentosa

(obs: clique nas imagens para vê-las melhor).





















quinta-feira, 12 de março de 2009

O QUE VOCÊ ANDA SENTINDO: DESEJO OU PRAZER?

Hoje estou lascivo - e certamente serei julgado pelo que escreverei (mesmo que este texto seja apenas uma explanação de minhas conjecturas pessoais). mas, aí vai.



Os sentimentos são vinculados à existência humana e esta, por sua vez, não se vincula somente a si própria. Logo se entende que o sentimento, ou o conjunto deles, é o ponto centrípeto ao qual o homem se dirige para garantir a sua própria essência.
De certo que se assim não o fosse, estaríamos imersos no cálice da solidão para desfrutar o suco amargo das vinhas do egoísmo e, conseqüentemente, teríamos o fim da epopéia humana sobre a terra. As pessoas não se encontrariam nem se uniriam umas às outras, garantindo, desse modo, por exemplo, a procriação e a sobrevivência da própria espécie. Mas não estou aqui para defender teorias, ou mesmo criar as minhas próprias. Só quero vomitar verborragicamente alguns “sentimentos”.
Lendo Santo Agostinho, com suas divagações, eu sempre encontro coisas bonitas, de cunho religioso, mas que na realidade é sentimento puro transfigurado em sílabas fortes as quais podem marcar um ser intensamente. E disse o santo: "Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."
Mas onde quero chegar com isso?
De forma genérica, os sentimentos são informações que os seres biológicos são capazes de sentir mediante as situações que vivenciam.
Diariamente encontramos pessoas, em todos os lugares, que nos fazem sentir algo, seja bom ou mal; agradável ou detestável; beleza ou asco; tristeza ou felicidade; prazer ou dor, etc.. E cada um é responsável pelo que sente a partir do que lhe foi transmitido. Daí, volto para as palavras de Santo Agostinho: "Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não apresentes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo que Deus gosta." O santo dá uma dica clara: que não precisamos ir buscar coisas ao longe porque as temos mais perto do que imaginamos. Basta que compreendamos o que temos para compartilhar.
Será que sabemos o que temos dentro de nós para oferecer hoje? O que temos oferecido ultimamente, nas horas finais do dia anterior, por exemplo. Sabes dizer? Somos conscientes dessa oferta? E como será que essa sentimental oferenda é captada, entendida e aceita (ou rejeitada) pelos outros?
Se desejo é igual à oração, o que seria a realização do desejo? Um contato direto com Deus? Um contato direto como o sentimento? Ou, ainda, seria um simples contato com a carne para satisfazer uma necessidade? Isso tudo levaria o nome de prazer?
O prazer é uma rara substância de fórmula sentimental esquecida, gerada no inicio dos processos evolutivos deste mundo. Não sei se fora escondida por um sábio, mas apenas se registrou uma falsa nota dizendo que "crescer era sofrer", e assim o prazer ficou escondido nas masmorras sombrias do erotismo – para lhe servir com o criado. O pior é que com o passar dos tempos, mesmo com a evolução, nós ainda acreditamos nisto, mesmo e mantemos o prazer escravo do erótico! Bom, aí começamos a inventar. E o Ser Humano é sempre criativo! (pra confirmar o que eu digo - vá no google e digite PRAZER no link de imagens...e me diga se não tenho razão. Só aparece erotismo). Vou até colocar umas imagens par confirmar isso.








EU,PARTICULARMENTE, ACREDITO QUE O PRAZER NÃO UM SENTIMENTO (OU MESMO UM ESCRAVO). MAS SIM, UM BEM, CRIADO PELO DESEJO QUE SURGE DESSA OFERTA DIÁRIA DE SENTIMENTOS. PORQUE SE ASSIM ELE NÃO O FOSSE, COMO SE EXPLICARIA O FATO DE TODOS – NÃO SOMENTE OS HUMANOS – O DESEJAREM TANTO? COMO EXPLICARIA O FATO DE MUITOS VIVEREM EM FUNÇÃO DELE SE REALMENTE NÃO FOSSE UM BEM?
O fato é que as pessoas de hoje só conseguem ver o prazer na sua forma sexual. O que é uma pena!


As refeições, por exemplo, deveriam ser verdadeira fontes do prazer onde. Pois os alimentos passaram por uma cuidadosa seleção antes de serem preparados, e eles representam muitos deleites: o deleite do paladar, o dos olhos, o do olfato,. Isso sem falar nos instantes em que partilhamos alegrias, descobertas e ouvimos quem conosco a celebra. Com tanta coisa fantástica, como iremos convertê-la em sofrimento? Por que não admitimos logo que estamos perdendo a amplitude do sentido do prazer? Porque insistimos em colocar o prazer como premio da mecânica na execução de um ato sexual?
Os sentimentos e suas interpretações, definitivamente, podem ser compreendidos como um portal para a ilha do prazer. Muitas vezes as pessoas se perdem ali. E não encontram saídas.
Por isso o meu entendimento sobre os sentimento s é cauteloso, codificado de acordo com as situações. E o meu prazer contempla o meu equilíbrio, minha a sensatez e muitas vezes a minha irreverência. Por isso, cada vez que eu coloco o pé fora de casa e encontro qualquer pessoa na rua, este encontro vira um fruto na minha reflexão cuidada e conjunta, de forma a espelhar uma maior qualidade no entendimento geral do prazer a partir do que pode ser sentido. É liberdade, nunca libertinagem.
No entanto, fazemos gala de sair várias vezes por semana, com a nossa melhor indumentária, na procura do melhor papel de embrulho para usarmos. Afinal de contas, o que conta mesmo "é a primeira impressão" (outra jóia das nossas programações sociais manipulativas e redutoras!) e o resto logo se vê.
O prazer sempre me dá a liberdade de mudar, seja na forma de agir com atitude ou na maneira de compreender os sentimentos. O prazer também mostra que a vida pode ser igual e diferente, ao mesmo tempo, das coisas que assistimos pelos plasmas da TV ou do que encontramos nas páginas das revistas.
Em particular, por exemplo, o meu prazer eu despejo nas minhas crias! O meu prazer eu o tenho quando olho belos lábios; quando me sinto tocado por olhos que me afogam; quando o toque me avisa que o vulcão está explodindo por baixo da pele e que o sangue ferve em lavas – por mim; quando um sorriso pode quebrar a casca rígida e grossa de um dia turbulento.
O meu prazer está, sobretudo, no estar vivo para poder “sentir” com estilo. Com o meu estilo. Mas é difícil agüentar a pressão do ambiente sexy-social com seus variados ingredientes, que podem atingir picos máximos da revelação nos encontros. Sim, porque na fotografia da vida o prazer extraído com relacionamentos são de fato o revelador da obra de arte! E na nossa suprema (in)consciência ainda temos a "lata" de divulgar e de nos vangloriarmos com a exposição fotográfica!
Sem pesar algum ou dúvida os sentimentos são a via (de mão única) para prazer. E nessa via se gasta muito menos energia!

quarta-feira, 11 de março de 2009

O BALLET DAS FOLHAS - By Reubens,

"O coração é teu, pode sofrer, o rosto é dos outros, tem que sorrir" (santo agostinho)



Hoje ao sair do trabalho, para o almoço, a água banhava a terra – e esta, por sua vez liberava seu aroma avisando que mesmo poluída ainda continua viva!
Os resíduos de um recente artigo que conclui sobre Lilith, a Rainha Súccubus, ainda impregnavam a minha mente (trazendo-me as dúvidas da antropogenesis) quando, virando certa esquina, deparei-me com um ballet de folhas que me deixou paralisado.
Já observaram como são exímias bailarinas as folhas, quando estas caem?
Se não, eu vou tentar traduzir em palavras o espetáculo que eu pude perceber:

Enquanto a chuva caía rala, como lágrimas celestes que trazem o milagre da fertilidade para um camponês, uma alva e fofa nuvem era rude ao empurrar outra de sua espécie, porém negra, de um lado para o outro no céu fazendo a chuva diminuir.
Neste instante Éolo soprou! E a árvore de fronte a poça de água já iniciava seu lamento de perda: Com o peso da chuva e o poder do desprendimento trazido pelo vento de Éolo algumas de suas filhas/folhas seriam levadas embora.
Toda árvore sabe quando vai perder sua filha/folha.
São espertas as árvores, pois observam isso pelo grau de maturidade conferido a cada folha/filha por uma coloração que varia do amarelo ao marrom. E quando chega essa hora até a Mãe Natureza aparece para abraçar e confortar a Mãe Árvore, colocando sua mágica presença em ação.
É a Mãe natureza que se encarrega do serviço fúnebre das folhas/filhas e lhes dando um tratamento de honra: ela manda primeiro algumas de suas mais belas borboletas cumprirem sua tarefa do dia - e num vôo tranqüilo as borboletas cintilando preparam o ar para o ballet.
Quem passa por perto, recebe um susto com o vôo acetinado daquelas coloridas e aladas criaturas – na realidade o vôo das borboletas sobre a pessoas nada mais é do que uma permissão dada pela mãe natureza, por intermédio das borboletas, para que as pessoas possam ver com detalhes aquele rito sagrado de despedida.
Em segunda eis que surge um halo de luz - um presente final enviado por Apolo. Afinal a iluminação é muito importante para qualquer espetáculo além de significar uma forte elevação espiritual. Com o espaço preparado e a luz bem colocada, a Mãe Árvore tenta ao máximo estabelecer uma última ligação com sua filha/folha... Ela envia um pouco mais de sua seiva para alimentar aquelas filhas que logo partirão; a mãe árvore junta levemente alguns de seus galhos na intenção de poder tocar por mais tempo cada folha...
Mas a árvore é lúcida. E sabe que já tem gravado no seu peito de crosta rude, porém macio, um forte afeto por aqueles entes que vê partindo.
Éolo sopra novamente avisando que é hora do espetáculo começar. É como se ele dissesse: - “Despeça-se, velha amiga, escute os pássaros gorjeando. Você já fez seu trabalho!”
É impressionante!!!
Do nada surge um coral de passarinhos que chega para dar melodia ao momento. De repente a árvore mãe sente um espasmo e a filha/folha se descola aos poucos. As borboletas vão ao seu encontro na tentativa de ajudá-la, como se pudessem interferir nos fios daqueles destinos.
E neste exato momento, neste instante que seria fatídico para alguns, é que se percebe o preparo de toda uma existência, de como aquelas filhas/folhas são bailarinas das melhores.
Éolo, o vento, sente a dor da mãe e se revolta. Ele manda mais vento,sem querer, parece um humano impulsivo e sem noção – e esta ação torna o espetáculo ainda mais belo. Por que as folhas/filhas dançam conforme a música que os pássaros gorjeiam sendo regidos pelo vento. Com a música as folhas dão piruetas, saltos, percorrem todo o salão que as borboletas lhes prepararam e terminam com seu gan finale tocando levemente o solo, sem dano algum, como se fossem plumas. Estão mortas!
Mas este fato não é o fim, não ainda.
Elas logo se transformarão em adubo e retornarão para os veios de sua mãe.


Epílogo

Ainda temos e teremos muitos vácuos dentro nós pela frente...
Teremos muitos caminhos escuros, sem halos de luz ou cantos de pardais, para fingirmos que são coloridos. Principalmente aqueles, cravados nas encostas do rio da melancolia, da angústia e da dor.
Parece que cada vez mais apreciamos a capacidade que nos corta dos olhos as coisas
belas e por isso não compreendemos ou compreendemos erroneamente cada detalhe importante e revelador lentamente – somos devagar!
E por isso, ás vezes, alguns são fadados a vagar segurando candelabros com asas aceso pela paixão; e a viver pairando os olhos sujos, imensamente sujos, sobre coisas que na maioria supérfluas estão.
Não haverá os dentes caninos da noite para trucidar aquela folha caída ao chão. Porém, existe o homem que sem compreender direito o sentido do ballet das folhas, vai recolher a filha/folha como se fosse um indigente e a jogar em algum lugar - no lixo talvez. Outros, porém, são mais cruéis e lhe ateiam fogo - aí sim, é o fim! É por esta razão última que a árvore chora! Não pelo ballet da filha.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O 13º do Zodíaco

Vasculhando meus pensamentso diário eu sempre me pego lembrando das coisas que eu mais gosto de fazer. Hoje, por exemplo, acordei lembrando dos meus 10 anos estudando mitologia. Estudei de tudo um pouco para entender tantos deuses, semideues e heróis mitológicos. Me surpreendia na época em que apareceu na Rede Manchete um desenho qu etratava de guerreiros sagrados que lutavam com armaduras divinas e eram protegidos por Atena - que lhes confiava uma armadura que correspondia a uma constelação.
De lá pra cá o tempo foi passando, vi todos os episódios do desenho - até os que não passaram na estinta manchete. mas uma dúvida ficava sempre: será mesmoq ue só existiam 12 casa no zodíaco se é nítido no citurão astrológico 13 constelaões, e não doze somente? o que teria acontecido?
Hoje descobri um pouquinho sobre essa dúvida e venho compartilhar.

A constelação da amazona de prata Shina é na verdade Ophiuchus (Ofiúco, Ofiúcus ou Ofídius - Cobra) o Serpentário, é uma constelação do zodíaco. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Ophiuchi. Representa-se o serpentário como um homem segurando a Serpente, que fica dividida em duas partes no céu, Serpens Caput e Serpens Cauda, sendo mesmo assim contadas como uma única constelação.

RS Ophiuchi, uma estrela muito fraca, é parte de uma classe bizarra conhecida como “novas recorrentes”, cujo brilho aumenta em intervalos irregulares, centenas de vezes em poucos dias. A Estrela de Barnard, a quinta estrela mais próxima do Sol, também está nesta constelação. Outro sistema que faz parte da constelação é o 36 Ophiuchi.
De acordo com as fronteiras modernas, suas vizinhas são Hercules, Serpens Caput, Libra, Scorpius, Sagittarius, Serpens Cauda e Aquila.
Embora já fosse conhecida na Antiguidade, quando se formularam as regras da Astrologia, não é admitida no zodíaco porque há 3 mil anos estava longe da eclítica. Porém, com a precessão dos equinócios, já se situa entre Sagitário e Escorpião.
Na mitologia grega, Ofiúco corresponde a Asclepio, filho do deus Apolo e da mortal Corônides. Desenvolveu tal habilidade na medicina, acreditava-se que tinha poder de ressuscitar os mortos. Ofendido, Hades pediu a Zeus que o matasse, por violar a ordem natural das coisas — e Zeus concordou. No entanto, como tributo a seu valor, decidiu colocá-lo no céu rodeado por uma serpente, símbolo da vida que se renova.Os egípcios e outros povos pagãos tem o calendário com 13 meses (28 dias cada). Para eles e antigos praticantes de bruxaria (celtas, druidas, vikings, etc.) a divisão do calendário não era como conhecemos agora. Eles se baseavam nas estações do ano e os solstícios e equinócios de cada época correspondente.Friday: Frigg’s Day. Frigg era esposa de Odin.
Por exemplo, se analisarmos os nomes do dias da semana em inglês, veremos que têm uma influência tipicamente pagã:
Sunday: dia do Sol = Sol e day = dia.
Monday: dia da Lua = Mon (variação de Moon, Lua).
Tuesday: Toad’s Day, dia do Sapo (o significado é desconhecido, se crêe que as bruxas comprovavam a gravidez de uma mulher colocando um sapo vivo à vista. Se a jovem sentia náuseas a gravidez era confirmada).
Wednesday: aqui tem um duplo sentido. Poderia ser Wedding’s Day (dia de casamento) ou Wooting’s Day (Dia de Odin, deus supremo dos vikings).
Thursday: Thor’s Day, dia de Thor, o famoso deus trovão, filho de Odin.
Saturday: Sabbath’s Day, dia de sabá.
Nosso ano de 365 dias e 1/4 (que seria o ano bisexto cada 4 anos) foi adaptado por um clérigo Italiano chamado Gregorius, no séc 12. Ele teve que disfarçar as festas pagãs de acordo com as festividades cristãs e é por isso que algumas são muito “semelhantes”, com a diferença de 2 ou 3 dias, cada uma. Por exemplo: Ostara é a Páscoa, Yule é o Natal, etc.
Porém, ele tirou o 13º mês, já que, naquela época, as bruxas eram consideradas portadoras do mal e da má sorte. É daí que provém a superstição do azar do nº 13.
No Antigo Egito, esse número não tinha nada a ver com má sorte ou o mal. Os egípcios foram praticamente os criadores da base para a astrologia moderna. Seus métodos de analisar o céu até hoje impressionam os arqueólogos mais renomados.
Foi descoberto no teto do templo de Dendera um calendário zodiacal com os 12 signos do Zodíaco moderno (Áries, Câncer, Touro, etc) e um 13º signo chamado Ofídius, simbolizado pela cobra. Para eles, esse réptil era considerado símbolo da energia solar e de poder. No Zodíaco de hoje, Ofídius foi retirado, já que para muitos, a serpente é um animal maldito. Basta lembrar que foi ela quem “tentou” Eva no Paraíso, para os judeus e cristãos. Porém, para os egípcios, o calendário de 13 signos significava a perfeição do céu. Era divido em 13 casas com suas correspondências zodiacais, formando um círculo perfeito de 360 graus, já que, este calendário era de 360 dias, simbolizando a harmonia entre o céu e a terra, à noite e o dia e os humanos com os deuses.
Para essa cultura milenar, seu país era um espelho do céu e o Nilo equivalia à Via Láctea. De fato, como já foi observado por muitos egiptólogos e investigadores, essa idéia presidia na localização, disposição e orientação dos edifícios sagrados. Em um determinado momento do ano, no verão, em uma específica hora da noite, o Nilo, perto da Grande Pirâmide, está perfeitamente alinhado com a Via Láctea (e as três pirâmides com a Constelação de Orion), como se fosse sua continuação. Quem presenciou esse fenômeno, conta que ficou assombrado diante de tal maravilha. Além do mais, o Nilo é o único rio do mundo que corre de Sul à Norte (comprovado cientificamente). Para os físicos e geólogos, isso é um total mistério, já que todos os rios do planeta correm ao contrário, ou seja, de Norte a Sul. Essa peculiaridade do Nilo só poderia ter sido modificada artificialmente milênios atrás, segundo os científicos. Por quem, por quê e como, não se sabe. Os investigadores somente chegaram a uma única conclusão: que se o Nilo não “funcionasse” assim, a cultura egípcia não teria sobrevivido e prosperado, já que dependiam de suas águas para transporte e alimento.
Conta a lenda que os Sacerdotes Egípcios conheciam os segredos da morte e do renascimento, sabemos que eles desenvolveram a tecnologia da mumificação e suspeita-se da existência de um Livro dos Mortos. Desde a antiguidade as constelações estelares foram observadas e histórias são contadas na tentativa de traduzir a criação do cosmo, de nosso sistema solar e da Terra.
Nosso Zodíaco é formado tradicionalmente por 12 constelações estelares que representam os 12 signos. Aparentemente a constelação entre os signos de Escorpião e Sagitário foi apartada do Cinturão Zodiacal. Esta constelação chamada de Ofiúcus ou Serpentenário já era conhecida na Atlântida quando o homem mantinha a consciência desperta. Esta civilização ancestral ocorreu entre as eras de Touro (oposto de Escorpião) e Gêmeos (oposto a Sagitário) assim sendo no eixo de oposição onde se encontra a Constelação Ofiúcus. Touro tradicionalmente e Gêmeos esotericamente são signos regidos por Vênus que é o único astro de quinto raio regente de Aquário esotericamente sendo o regente da Nova Era. Ao tempo em que o touro era sagrado, imagens do Egito antigo fazem referencia ao Touro e na mitologia encontramos a deusa Hator com chifres de touro. Apolo confiou Esculápio ao centauro Quirão, que lhe ensinou medicina. O jovem tornou-se tão hábil nessa ciência que descobriu um meio de ressuscitar os mortos. Dentre aqueles cuja vida recuperou destacam-se Júpiter, Licurgo, Hipólito, Glauco.
Júpiter, temendo que essas ressurreições alternassem a ordem do mundo, fulminou Esculápio, com raios forjados pelos Ciclopes. Após sua morte, Esculápio transformou-se na constelação Serpentenário. A constelação de Ofiúcus ou Esculápio ou o Serpentenário é vizinha a constelação de Escorpião, o significado astrológico de Escorpião nos mostra uma relação simbólica entre o escorpião, a serpente o sexo e nossa humanidade mortal. Morte é a única certeza para o ser humano e o sexo permite em primeira estância a continuidade da espécie.
Apesar disso sempre existiram histórias sobre seres imortais, a busca pela fonte da juventude, lugares especiais como a Lenda do El Dourado, onde a vida é para sempre.
O mito do Escorpião possui três fases: A morte física propriamente dita; o animal venenoso que procria dando fim a sua vida. A fase inicial representada pela cobra naja símbolo ligado aos sacerdotes e faraós egípcios representando sabedoria, deidade imortalidade.
A fase da libertação máxima deste ciclo é representado pela águia, referindo-se ao dom da visão e a capacidade da alma de renascer livre das pressões terrestres alçando vôo. Escorpião representa também a capacidade humana psicologia (emocional/ mental) de recuperar-se de confrontos que representam grandes perdas e a conseqüente capacidade que o ser humano possui de renascer como a Fênix.
O sexo para além do instinto é a interação empreendida por duas individualidades que se esquecem de si tornando-se um único ser, uma nova individualidade que é a soma destes dois: o breve instante da vida em que se morre para a consciência de si mesmo. A morte o sexo, renascimento a herança a magia e conseqüentemente o poder estão intimamente ligados, causando felicidade ou infelicidade de acordo com a maneira como cada individuo lida com estas questões que podem ser virtudes ou perversões destrutivas.
Conhecemos a existência de Mestres que adquirem a condição de viver através do que chamamos morte, Jesus o Cristo ressurge após a morte. A crença da reencarnação trás a possibilidade de que a vida continua, para alguns a promessa de um Céu onde finalmente podemos viver em harmonia se tivermos merecimento.
Para os Maias o homem perde seu vínculo com a divindade por interferência de sacerdotes que querem o poder sobre a vida e a morte e assim a humanidade fica presa no tempo da terra, mas pressupõe a possibilidade de que o adormecido tem que acordar.
Quem decide o destino de Esculápio é Júpiter que hierarquicamente ocupa o mais alto posto do Olimpo e decide o destino dos semideuses e dos mortais, para a astrologia Júpiter é o regente do signo Sagitário, a soma do animal e do homem que busca sabedoria e Deus.
Sagitário é a outra constelação vizinha a Ofiúcus, representa a busca da divindade a compreensão de verdades metafísicas, a transcendência dos limites puramente humanos, em sua oitava mais alta Sagitário representa a busca da mestria possível a cada homem e mulher de boa vontade, garantida por Júpiter que promove a expansão da consciência para encontrar a missão em Capricórnio. Por regência Júpiter nos leva a Peixes que encerra o zodíaco tradicional e o máximo dentro do ciclo da vida voltada para o sacrifício e a morte como redenção.
Ofiúcus promete com sua competência a imortalidade contrariando as expectativas da era de Peixes.
Em resumo, eram 13 signos do Zodíaco na Antiguidade, com 13 meses no ano, mas o signo representado pela Cobra caindo no esquecimento, principalmente por ser considerado um símbolo maligno para judeus e cristãos.


Fontes:http://www.astronomie.de/astropraxis/starhopper/ophiuchus/ , http://www.via.esoterica.nom.br/astrologia/ofiucus.htm , http://www.angelfire.com/wizard/acervowiccan/textos/O_13__Signo_e_o_Calend_rio_Wiccano.txt ,
http://www.cavzodiaco.com.br/noticia.jsp?id=1644 , http://www3.osk.3web.ne.jp/~jidai/saint/shina.jpg.


P.S Para os fanáticos por Cavaleiros do Zodíaco. Curiosamente, no primeiro jogo de Saint Seiya para PS2, para conseguir o 100%, é preciso passar pela 13ª Casa do Zodíaco: A Casa de Ophiuchus, protegida por Shina com a armadura de Ouro. Seiya vence Shina, que morre em seus braços. É uma fase paralela do jogo, assim como o “Sagitário Espectro” que luta contra Seiya.